Se 2013 terminou fechando alguns capítulos até ali deixados a meio, 2014 não podia ter começado melhor.
Ainda sem ter bem noção que aquilo era real, eu estava a concretizar um sonho. Ser mamã. Ainda faltam uns meses para que a minha bebé nasça, mas acho que já ganhei o direito de me chamar mamã.
Não se explica o sentimento que nos cerca quando se vê um teste dar positivo, até porque é um misto de emoções, é confuso, é surreal, é uma alegria, é um nervoso miudinho, é uma ansiedade desmedida. Mas é real.
Todos os meus receios eram afinal, infundados. Desde aí o tempo parece que voa, ainda há pouco tinha o teste na mão, e já vou a mais de meio da gravidez. Embora o primeiro trimestre tenha sido bom, eu sentia-me receosa, sempre a pensar se a bebé estaria a desenvolver bem, se o início da gravidez não iria ser crítico. Felizmente, tem corrido tudo super bem, sou uma privilegiada. Não sei o que é ter enjoos, vómitos, náuseas, sangramentos, não me doem as costas. Tive bastante sono e fome no primeiro trimestre mas já passou. Aguento-me bem durante o dia, embora à noite não me deite tão cedo quanto devia.
Comecei a sentir a bebé às 18 semanas, mas muito ao de leve, não tive logo a certeza que era a bebé. É bom senti-la, ela mexe-se com muita frequência, normalmente quando estou deitada ou sentada. Deve dormir quando estou em movimento, talvez por se sentir embalada.
Na ecografia das 12 semanas, portou-se muito bem, mostrou-se bem, fez adeus, bocejou, espreguiçou-se, mas não deixou ver o sexo. Deixou os papás ansiosos por esta descoberta. Até à 18ª semana não tinha intuição nenhuma, inexplicavelmente a partir daí comecei a pressentir que ia ter uma pipoquinha. Não me enganei. Já tem nome e tudo. Foi fácil escolher. E também já tem creche. Amanhã vamos matricular a bebé na creche, dez meses antes! Ficamos apaixonados pela creche, acho que a nossa pipoca também vai ficar.